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> Castro, um crápula amoral? > mentiroso > cocaínomano > perseguido > presunçoso > “auto-estima é tudo” > raivoso > humano, demasiado… > humano

homem de ter raiva este Castro, homem raivoso, com certeza, desde moleque, sempre muito explosivo, sempre muito exagerado. quando criança, se é que criança um dia foi, costumava inventar loucas mentiras, que é bonitinho quando se é criança, coisa que ninguém sabe se Castro um dia foi, mas depois de velho perde um pouco da graça, fica sério, patológico. porém, Castro é um tipo refinado de mentiroso, o mentiroso não alienado, que mente por prazer, só pra não ter que falar a verdade. é seu hobby, talvez. como acontece com todo bom mentiroso, sua droga predileta é a cocaína. cigarro, segundo ele, não é droga. é vício, e só. protagonista de sua própria tragédia grega, catapulta-se de um ato para outro movido a altas doses de cocaína e raiva, mergulhado até o pescoço na mais pura miséria humana, a mais pura do milho. tem manias estranhas de perseguição e, de uns tempos para cá, deu para desconfiar de que até o além esteja a conspirar contra ele. acredita que o mundo inteiro some cada vez que fecha os olhos, para reaparecer novamente quando os abre. é o umbigo do mundo. é como dizem mesmo: auto estima é tudo. auto estima raivosa. humano, demasiadamente…

> “castro” é interpretado por nasi

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> Juliano, o anti-malandro > o mal ignorante > sanguinário > sacana > supersticioso > louro > 100% branco > sangue nos olhos

se Castro é homem de raiva contida, o que acaba por destruir tudo que há dentro dele, Juliano é a encarnação sanguinária dum antigo ideal de heroísmo canibalesco. sua droga é a cara de dor do combatente. se o malandro convence com o papo, Juliano convence na porrada. ele senta na quina da desesperança e, nos dizeres dum velho poeta grego, “contempla a sangrenta matança” enquanto controla a ansiedade que a espera por um combate lhe provoca. vive com altos volumes de testosterona batendo nas têmporas e uma ilusão com gosto de sangue estalada debaixo da língua. como todo sanguinário, é sacana, tem aquele instinto de multiplicação genética coçando o tempo todo atrás da orelha. pensa tanto com a cabeça de cima quanto com a debaixo, alternando de cabeça para dar descanso a uma enquanto a outra trabalha, tal qual um golfinho tarado que trabalha de meio cérebro em meio cérebro. é um predador supersticioso, que observa os sinais e acredita que a natureza manda mensagens criptografadas com as coordenadas de suas próximas presas. é louro e, numa comunidade quase inteiramente de afro-descendentes, costuma andar com uma camiseta 100% BRANCO. o que ele quer dizer com isso, ninguém sabe ao certo. uma coisa, porém, é certa: com sangue nos olhos, Juliano pensa melhor.

> “juliano” é interpretado por tiaraju aronovich

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> Desespero > estreitamento > sofrimento > impotência > náusea > enfrentamento > conformismo > a loucura, enfim…

como uma brisa fétida ele paira entre as pessoas, por entre ele mesmo, perde-se entre os corredores interiores de sua própria consciência, e vagueia sem medo, com medo, sem medo, com medo, alternando sentimentos e emoções, fechando-se, estreitando, diminuindo, sentindo como se tudo estivesse por cima de sua cabeça, fazendo força para baixo, esmagando mesmo, e, debaixo de tanta coisa, ele sente um sentimento de impotência… não, é linguagem demais! atentemos para isso, é linguagem demais! não se sente um sentimento de impotência, claro que não, você só não pode, e pronto. ele não pode, ele não faz, ele não cura. ele não é. ele despersonifica-se. ele se escapa. ele não é ele mais. é um outro, que será a raiz de outros e muito outros, um rizoma desordenado, um fractal de medo e angústia, uma ordem no caos, que, sem demorar muito, pode encontrar um padrão, uma leve exigência de auto-semelhança, uma repetição e o padrão está formado, uma idéia se encaixa com outra, alguns conceitos fazem sentido, uma luz no fim do túnel existencial. ele enfrenta a miséria humana, acha que pode ser páreo para ela, olha-a fundo naqueles olhos negros de fuligem e dor. e conforma-se. deita-se num berço de alienação, faz-se de louco. e, então, acredita. às vezes é louco. outras não é. puro desespero.

> “desespero” é interpretado por leopoldo pacheco

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> Heloísa > cheia de grana e saúde > vazia de vontades > vítima de si mesma > a filhinha do papai que cresceu virando a filha do pai > helô > isa > “deixa a vida me levar, vida leva eu”…desde que me leve até o shopping 

Heloísa é de classe alta, bem alta, e cresceu com tudo na mão, menos a mãe – que morreu cedo – e a vontade, vontade de qualquer coisa, vontade real de ser ou estar, vontade de viver (ou de morrer) por alguma coisa, vontade visceral, dessas que nos fazem cometer loucuras mesmo. esta sempre foi uma estranha à heloísa (ou helô), uma desconhecida que morava lá longe. e heloísa foi se enchendo de nada, se recheando de vazio, duas compras aqui, uma faculdade ali, fazendo por fazer, mas com coração bom.  bom e vazio. até conhecer juliano e ver seu mundo balançar em choque com uma realidade repleta daquilo que lhe faltava: VONTADE. e vísceras…

> “heloísa” é interpretada por amanda maya

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> Herodson > Carapicuíba style > vítima > despersonalização > raiva reprimida pode virar câncer > violência: a panacéia suja > a falsa malandragem > uma mordida na jugular da miséria humana

morador de favela carapicuibense, padrasto opressor, mãe oprimida, em busca de uma identidade que, com o tempo, revela-se uma busca pela falta de identidade. despersonalização. Herodson sente raiva, mas não tem coragem de admitir, nem mesmo para ele. sua tragédia pessoal é em ritmo de novela das oito. despersonalizando-se, ele pernonifica todos os clichês imagináveis, porque não lhe foi possível fugir deste padrão de miséria e mesmice. é a vítima e, ao mesmo tempo, seu próprio algoz. se a solução para os problemas do mundo é a violência, que seja assim. pois é assim. a miséria humana rebentando por todos os lados, pelas frestas de seu barraco ridículo. ele se afoga em bosta de rato e espera a próxima chuva que encha sua caixa d´água para, numa ducha poluída, lavar os males que a vida impregna na sua pele grossa. entre amigos e falsa malandragem, com a dose certa de drogas e pilantragem de esquina, ele quer recuperar uma auto-estima que nunca lhe foi permitida. é hora de beber o sangue da miséria humana. direto de sua jugular.

> “herodson” é interpretado por júnior de frança

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> Xará > sangue no olho e bola na veia > vida regada à porrada, cocaína e exus enfezados > companheiro sem vacilo > valentão de coração mole

xará cresceu com juliano (na verdade nunca cresceu, apenas sobreviveu), fazendo oferendas de velas vermelhas e pretas, matando galinhas e bodes na encruzilhada e adversários dentro do ringue. pó e sangue no almoço e ossos quebrados no jantar. talvez pela quantidade indizível de pancadas na cabeça ou pelos volumes assombrosos de maconha e cocaína, hoje o cérebro funciona pouco, só o suficiente para roubar celulares, dar porrada e engatilhar uma calibre 12 que, além de juliano e luz, é a única amiga por quem xará derramaria lágrimas.

> “xará” é interpretado por luís panini

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> Luz > invocada > coração de leão > pó e sangue > luz no fim do túnel da miséria humana

baixinha nervosa, é a única que controla os instintos sanguinários de Juliano. tem pinta de trombadinha e coração de leão. junto com Juliano, Xará e Herodson, ela vive um sonho miserável que alterna roubos de celulares, uso de drogas e lutas clandestinas, lutas estas que, vez ou outra, rendem boas somas de dinheiro graças às apostas feitas por mauricinhos e patricinhas que são atraídos pelo cheiro acre de adrenalina, sangue, feromônios e cocaína. pó e sangue. é entre pó e sangue, fuligem e suor, poeira e esgoto, é em meio a tudo isso que vive Luz, que não vê luz no fim do túnel da miséria humana.

> “luz” é interpretada por tatiana grigolin

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> Marisa > a vítima castriana > “eu lhe disse que ele era um canalha, minha filha!” > o erro > a tragédia de um é a comédia da outra > a comédia da outra 

seu maior erro na vida foi ter-se casado com Castro. ela não sabe disso, ou pelo menos finge que não sabe. nessas horas, enganar-se é sempre o melhor remédio. e o que não tem remédio, remediado está. enfileirando clichês, assim é a vida de Marisa, que tem como nojenta mania o ato de grudar pelos cantos chicletes mascados por ela, e de tantas outras que casaram com crápulas raivosos e egoístas como Castro. desde que o conheceu, Marisa tenta se remediar dos males que seu marido lhe causa. num ano novo trágico, regado a álcool e remedinhos tarja-preta, ela resolve o assunto de uma vez por todas. a tragédia de Castro será a comédia de Marisa.

> “marisa” é interpretada por polyana lott

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> Duda > vida loka > o lado certo da vida errada > quimera da sobrevivência > pó no nariz, dinheiro no bolso e berro na mão > Duda falou, aconteceu > “aqui nesse terreiro, Oxalá sou eu!”

concebido em pernambuco e nascido em são paulo, duda é chefe na favela onde cresceu. exerce seu poder através dos pós: cocaína e pólvora. arquétipo do gueto, comanda a atividade e as funções da boca com fé em seus orixás. ex-presidiário e menor abusado, legitima sua violência como uma guerra santa em busca de vingaça. acredita nas lutas clandestinas organizadas por juliano, e por isso, ou talvez por razões que apenas ogum conheça, protege a ferro e fogo seu amigo encrenqueiro.  

> “duda” é interpretado por che moais

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> Bia e Ana > o espelho do avesso > “…o, metade amputada de mim…” > partes iguais do mesmo caos > partes opostas do caos de nunca > quem sou eu? > quem é ela? > ana e bia 

já disse um poeta “… apesar de tanto desencontro, a vida é a arte do encontro…”. assim são Ana e Bia, duas gêmeas do interior do rio grande do sul perdidas e enclausuradas na sinfonia do caos paulistano. o desencontro dentro do encontro forçado. As personalidades confusas e misturadas numa geléia urbana com prazo de validade vencido. ana e bia são surpreendidas  pelas pessoas mais estranhas que elas poderiam conhecer: elas mesmas, e acabam embarcando numa jornada bizarra em busca de suas identidades.

 > “ana” e “bia” são interpretadas por luciana e roberta stipp

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 > a vítima perfeita > a nóia do pau > o falo desconstruído > o falo, que falo, que falo, que nada falo > a paranóia que dá a volta nela mesma e que se transforma numa volta sem nexo > a falta de sentido > Carlos, sentido.   

homem de lindo espírito estético, homem de formas e linhas e sombras e cores e nóias belas, belíssimas nóias, construídas com o cuidado de um perfeito imbecil. mas é um idiota este nosso Carlos? claro que não. é homem de inseguranças e fantasias; é homem de estruturas lógicas concebidas entre crises existenciais e paranóias sexuais. a crise do pau. a destruição do falo. o complexo de édipo que, ao mesmo tempo, se mistura com a sofredora e patética pseudo-certeza de electra [“patética”, no sentido original da palavra;  abram o dicionário]. o nada a ver. a falta de sentido. carlos é a pura falta de sentido. é a insegurança consentida. “eu tenho meus motivos, tenho lá minhas razões para ser a vítima… a VÍTIMA!”. carlos é a vítima e toda vítima necessita dum algoz perfeitamente encomendado para ela. por isso, o sonho duma vítima torturada [com o perdão da forçada redundância] só pode ser um belo carrasco louro de olhos azuis. e, então, eis que temos Patrícia.  

> “carlos” é interpretado por renan rovida.

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> uma olhadela furtiva > uma página aberta > a filósofa de meios termos > “eu amo MINHA sabedoria” > uma doce falsidade > a perfeita carrasca de olhos azuis. 

14/12/2007

“meu querido diário; acho que estamos na hora de nos renovar. acho que estamos na hora, eu e você, de largarmos as intimidades infantis e entrarmos, finalmente, naquilo que chamam de fase adulta. somos filósofos, eu e você, e já não temos mais nada a dizer um para o outro. hoje, que me ouçam bem, que me ouçam, você e este mundo de perfeitos idiotas, hoje eu acabo com minhas confissões de menina adolescente. hoje eu acabo com meu estepe lógico e passo a viver apenas de puro pensamento. hoje eu mato você, querido diário. hoje eu começo com meu pensar. ou não. ou sim.”   

> “patrícia” é interpretada por marília moreira.

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> nome de cachaça > tesão radiofônico > estática > ruído > bombril na antena > esse truque só funciona na tevê > quem disse? > não sei > então deve funcionar em rádio também > é verdade > é.

com nome de cachaça e espírito sóbrio-chato-covarde, Claudionor gosta mesmo é de uma sacanagem radiofônica. sente tesão com os ruídos de estástica e a voz metálica da carente desconhecida que se entrega em rede nacional, pelos ares, em forma de sinais de rádio, frequências diversas, ondas invisíveis ao olho humano. radiações eletromagnéticas que ninguém sabe se nos fazem mal ou não, que ninguém nem se atreve a perguntar se fazem, pois é melhor deixar as coisas como estão, na incompreeensão mesmo. em Claudionor, este vaivém eletromagnético provoca ereções involuntárias e fantasias sexuais que nunca se realizam; desejos que se transformam em sequências esquizofrênicas de mulheres magoadas e desiludidas que se fundem numa só, numa mesma mulher que Claudionor engana sem parar, neste eterno retorno radioativo, esta mentira de lança-perfume que Claudionor nunca se cansa em prolongar.

> “claudionor” é interpretado por nill santos.

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 > maracujina com dramin > o hippie da gaita maldita > macumbeiro de final de semana > espírita que tem medo de fantasma > cristão-pagão > eu afogo todas minhas crenças em pó e sangue.

é hippie-gente-boa-estilo-lexotan-com-maconha-com-maracujina-com-dramin. Antônio crê em tudo, na esperança que alguém ou alguma coisa creia nele, mas acaba não crendo em nada, o que lhe dá enormes crises de consciência esotérico-espirituais. seu karma, crê, é Castro, amigo torto que Deus dá na falta de coisa melhor pra dar. e é nisso que acredita Antônio, crente quebrado, homem de fé rasa, pagão religioso, contradição espiritual em câmera lenta de THC. para reforçar o orçamento da casa, vende maconha e cocaína para seus amigos e inimigos. eventualmente, vende gato por lebre, mas sempre na inocência, sem sacanagem, sem maldade, sem perceber mesmo, que é para, enfim, não lhe ferrarem com o tal do karma.

> “antônio” é interpretado por marcos machado.

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> a raiva > a veia > o batidão de prata no peito > a testosterona espalhafatosa > o ódio carnavalesco > tropical > o nordestino que está preso em são paulo e sonha viver no rio.

sangue nordestino fervido, endurecido nas brincadeiras de criança dentro do córrego imundo em que cresceu e da favela que depois dominou. clichê de camisa aberta com o batidão de prata escorrendo peito abaixo. louco pra sair dando tapa, de mão aberta mesma, só pra deixar mais sonoro. cospe na cara, xinga a mãe de puta e o pai de viado. a veia do pescoço vai ficando grossa, inchada, com toda a bílis do mundo passando por ela e explodindo em xingamentos, tapas, gritos, saliva, sangue, arma na cara, demonstrações toscas de poder e muita canalhice de novela das oito. o clichê, como não poderia deixar de ser.

> “rico” é interpretado por jean fabian.

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> teresa, a puta >  “perdoai-me, ó pai, pois eu sabia o que fazia, e ainda assim, eu fiz.” > torna-te bom, apesar de ti mesmo > o terror de olhar-se no espelho e não reconhecer-se mais >  a puta arrependida.  

“…vai ser gauché na vida…” escreveu Drummond,  que podia ter sido qualquer coisa, mas decidiu ser escritor e poeta. assim como Drummond,  Teresa, jovem, bonita, inteligente,  podia ser qualquer coisa, mas decidiu ser puta. assim, sem eufemismos, puta.  e só. agora, enfrenta seu pior pesadelo: ela mesma; o peito impuro cheirando à de sêmen de outrém. não sabe fazer mais nada. não é mais nada. quando pôde não quis, e agora quer mas não pode. “e agora, José?, ….a festa acabou…” diria Drummond. e agora, Teresa? e agora?

> “teresa” é interpretada por priscilla guimarães ferreira

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 > o padre > a puta > o pé da puta > o beijo venéreo > o complexo de maria madalena > eu atiro a primeira pedra que é pra ninguém atirar em mim > pedro, tu és pedra > talvez o nome do padre seja pedro > eu acho que o nome do padre é pedro. 

se padre tem nome, isso eu não sei, o que eu sei é que o nome deste aqui eu não sei. fica sendo um padre sem nome, porque padre não precisa de nome. nome de padre sem nome. é santo, é calmo, é puro. é padre. sem nome mesmo. padre de coração preocupado, com uma tristeza solidária, uma compaixão infinita pelas imundas ovelhas desse seu rebanho de fuligem e doenças venéreas. um pastor de olhos enxarcados e choro solto, um guia bondoso andando sobre as águas imundas do purgatório que é a vida numa das maiores favelas de São Paulo. um padre, e nada além, que beija o pé da puta, que pega na mão do mendigo, que faz de sua própria vida um evangelho de sofrimento e dor.

> “o padre” é interpretado por manoel lima.

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> a mulher do anti-malandro > a fêmea alfa que a qualquer momento pode virar beta > o macho-besta. 

a mulher do malandro que, neste caso, é um anti-malandro, um cara que não sabe levar nada na palavra, que nem precisa saber, pois são seus braços que fazem aqui o serviço do verbo. o sem-verbo. Josiane é a primeira-dama desta república de celulares roubadas, pó e sangue; a representante da vez. numa sociedade de primatas favelados, ela é a fêmea alfa, mas apenas pelo tempo que o macho-besta-alfa quiser e permitir.

> “josiane” é interpretada por elaine de abreu.

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> o descascar da bela > o último cigarro > o bode expiatório de nicotina e alcatrão > para morrer, basta estar vivo.    

a bela desmanchante, a filha da chata, a chata que não percebe que o prolema está ali, dentro dela mesma, encravado no código genético, deformando todas suas improváveis futuras gerações. o futuro improvável. o descascar do rosto. feridas, ossos expostos. a estética de IML. o perfeito bode expiatório. é o cigarro que mata? ou a vida?

> “a terminal” é interpretada por mayara lepre.

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> a mulher do catavento > sem ida nem vinda > “…que a saudade é o revés de um parto, a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu…”> estou sozinha > meu nome é solidão? 

Ela vagueia errante e ninguém sabe (talvez nem ela mesma) de onde surgiu ou para onde vai. Uma mão carrega o catavento, a outra mão segura a mão do filho, João, que ninguém enxerga – apenas ela – já que o garoto morreu há muito tempo. Talvez de tanto perambular na fronteira entre os mundos dos vivos e dos mortos ela já esteja se transformando em um de seus próprios fantasmas. Uma alma penada, que pena.

> a “mulher do catavento” é interpretada por carla freitas.

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> lia > sim! sou eu! a lia sou eu! presta atenção em mim! > bem-me-quer… mal-me-quer… mas me queira de qualquer forma… por favor? > “não te disse? algum dia eu chegava lá…”>

Sejá lá o que for, lia quer apenas ser. algo. alguém. alguma coisa. ser. não sumir ou desaparecer entre as piruas, carapicuíbas ou gêmeas estranhas. ela quer ser o negrito e o itálico sublinhado no texto em arial. à que preço? não se sabe. foi princesa de uma festa de uvas no interior, agora perdeu-se em são paulo e quer ser princesa na capital do caos; princesa de que? de quem? sei lá. apenas princesa com carrões de playboys broxas da vila olympia. ingênua? talvez. talvez não. o olho erroso e a cabeça derretente confundem-se no conviver diário com um mundo colado aos seus sonhos, mas amputado à sua realidade. nome pequeno pra ambição grande. lia. três letras. e só.

> lia é interpretada por daniele chevalier

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22 Respostas to “2>personagens”

  1. UHU!!!
    E as Gêmeas mórbidas?!? não vão figurar como personagens aqui????

    BiAAAAAAAA….

  2. Luciana said

    As gêmeas não são mórbidas.
    Só a Ana, rsrsrs

    BIIIIAAAAAAAA!!!!

  3. .Lucélio Augussto Borges said

    EDUARDO TRINDADE,CONCEBIDO EM PERNAMBUCO.
    GERADO NA LIDA,NA LABUTA,ACALENTADO NO BALANÇO DO PAU DE ARARA E AGREDIDO PELO ALGOZ PATERNO EMBREAGADO, MAS ELE RESISTE…
    NASCIDO EM SÃO PAULO SOBREVIVENDO O ABORTO DIARIO VEIO PREMATURO,DOIS MESES NA ENCUBADORA.”A VIDA É DESAFIO”.
    ARQUÉTIPO DO GUETO,QUIMÉRA DA SOBREVIVÊNCIA,VIDA LOKA,CORRERIA,FUNÇÃO…
    SOB A BENÇÃO DOS ORIXÁS OGUM, SANTO GUERREIRO DISSE A MÃE FILÓ -EDUARDO TRINDADE AGORA É “DUDA”!HOJE É ERÊ, AMANHÃ; GUERREIRO DE FÉ!-
    AOS 18 ANOS FORA DA JAULA DE VOLTA PRO TERREIRO
    DUDA RECEBE UMA ESPADA.UMA AK47, DIANTE DO PAI SUPREMO PEDE LICENÇA E PUCHA NA SEGUÊNCIA! PUM ! PUM !
    A FRAGÃNCIA DE PÓLVORA,O GOSTO DE SANGUE,MAS O AMOR AINDA LAMPEJA EM SEUS OLHOS DISSIMULADOS E O ÓDIO ESCAPA DE SEU SORRISO AMARELO

    “O GUERREIRO DE FÉ NUNCA GELA,
    NÃO AGRADA O INJUSTO E NÃO AMARELA”
    RACIONAIS MC´S

    “DUDA” BREVE NOS CINEMAS…..

  4. Joana said

    Isso é que é miséria humana.
    Gêmeas… ou ilusão….

  5. tà faltando a personagem Saudade…

  6. Stella said

    Não está faltando nada! rs

  7. Elaine said

    Metafórico!!!!!!!!!!!!

  8. Luciana said

    FORTE E PROFUNDO!!!
    COMO DEVE SER!!!

  9. Ah SEM FIO… esta simplesmente SENSACIONAL!!!
    Vai ARREBENTAR!!!!

  10. You’re alweys making better!!! wonderfull

  11. Ceguinha said

    Pessoas e Pissoas!

    Parabéns!! Amei os novos personagens!

    Beijos para os que ficam

    PS: Dilatar a pupila de novo?!?? NEM PENSAR!

  12. Dilatar a pupila?!? Isso é cousa do PC Amorim…
    Prefiro delatar as papilas….

  13. wiliam said

    ta ficando otimo e onde eu entro,maguiador um abraço e ate mais

  14. O que eu poderia dizer?
    Bem, digo obrigado ao padre por ter me escolhido para interpretá-lo! É isso mesmo! Acredito que são os personagens que me escolhem para ser seu ator e não o contrário. E todas as vezes que isso acontece a minha entrega é completa, tornando a experiência fantástica e inesquecível.
    Obrigado seu Padre!
    Salve! Salve o “SEM FIO”
    >em breve nos cinemas<
    Manoel Lima

  15. andreza said

    oi gostaria de saber como faço para ver o filme
    bjs

  16. Equipe "SEM FIO" said

    Olá Andreza!

    O filme estará nos cinemas de todo o Brasil em 2008, ainda não temos o mês exato, continue acessando o blog e o site, logo divulgaremos a data de estréia.

    http://www.semfioofilme.com.br

    abraços

  17. Dani Chevalier said

    Ebaaaa!!! A Lia apareceu finalmente!!! Tadinha dela…não aguentava mais esperar pra “aparecer” e ficar famosa aqui na internet!!!!rs

    Adorei a descrição da personagem!
    Bjos a todos da equipe…saudades!

  18. Dani Chevalier said

    Ah….E a fivelinha apareceu!!!!hahahaha

  19. julian andrew said

    estou louco para ver o sem fio!!!!!
    grande produçao brasileira!!!!!!
    sucesso para toda equipe!!!!
    Julian Andrew

  20. Prego Snowboard said

    Adorei a matéria e principalmente a descrição e a foto da personagem Lia.

  21. Gustavo said

    Daniele Chevalier, atriz?? Q coisa, lembra da turma do colégio? Lembra do Capim? haha. Vc continua linda, boa sorte na carreira moça!
    Bjos!

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