> Entrevista com integrantes do SEM FIO na Rede Brasil
Novembro 21, 2007
Sexta Feira, dia 23 de Novembro, a Rede Brasil de Televisão(CANAL 59) exibirá uma entrevista ao vivo com Tiaraju Aronovich, Nasi e Júnior de França, respectivamente o diretor e dois atores do SEM FIO.
O programa acontece das 15:00hs às 18:00hs e é conduzido por Nani Venâncio e Nei Gonçalves dias. Assistam! se você nao tem acesso ao canal acompanhem pela net através do site http://www.centraltv.bighost.com.br/aovivo/
> Nasi, o louco normal > isso pode? > claro que pode
Novembro 14, 2007

Acho que tenho algumas coisas a dizer sobre o Nasi. Não que eu deva, ou mesmo precise, mas enfim, vamos lá.
Neste último final de semana o cara apareceu no Fantástico, lúcido, sóbrio, sentado com aquela camisa cafa meio aberta, falando bem, e eu não parava de pensar que aquele era, afinal, o mesmo Nasi que conheci (e conhecemos, nós todos da equipe) durante as gravações do Sem Fio. O mesmo Nasi louco e normal que conhecemos naqueles dias. Louco e normal, pode isso?
Claro que pode, gente.
Eu via tudo aquilo sem muito espanto, já acompanhava a história de perto, já estava de saco cheio, aliás, mas não pude deixar de impressionar-me com a estupenda cara de pau do irmão do Nasi em liberar para a produção da Globo aquela engraçadíssima gravação do vocalista, bêbado, xingando e supostamente ameaçando-o de morte. Aquilo foi simplesmente umas das maiores demonstrações de mau-caratismo que já tive o privilégio de presenciar na vida (expor a gravação à mídia, vejam bem, não a gravação em si). Quem tem irmão ou irmã, sabe exatamente do que estou falando. Independente de tudo que estivesse acontecendo com os dois, três e mais integrantes desta balbúrdia lamentável, é óbvio que uma gravação daquelas, colocada daquele jeito, fora de contexto, criaria alguma confusão inútil e totalmente dispensável. E é claro, também, que a gente nunca espera que nosso querido irmão libere uma coisa dessas para um programinha que só chega em quase todas as milhões de casas desgraçadas deste nosso país-continente. É o que se espera, claro. Esperando e aprendendo.
Eu mesmo, com meu irmão, faço lá umas brincadeiras que não são muito convencionais. Batemo-nos, xingamo-nos, humilhamo-nos, zoamo-nos. Se já gravei mensagens homicidas na secretária eletrônica dele? Claro que já. Milhões de vezes. Bêbado e sóbrio. Quem tem irmão, repito, sabe do que estou falando. Quem não tem, tenta seguir o fio da meada.
Ou, melhor, o Sem Fio da meada, com o perdão do trocadilho indecente.
Com irmão ou sem, continuemos.
Algumas dessas mensagens eram brincadeiras, outras não. Eu realmente tenho vontade de matar meu irmão? Às vezes. Por que não o faço? Preguiça. E um pouco de nojo de sangue. Será que um dia eu matarei meu irmão?
É claro que não.
Será que um dia o Nasi matará seu irmão?
É claro que não.
Todo mundo concorda com isso, não? Então qual é o problema?
Eu não sei. E ninguém sabe.
Só eles mesmo, ali, enfiados naquela lama deplorável, mirando a miséria humana de perto, podem dizer alguma coisa a respeito do assunto. E, sinceramente, eu não estou nem aí. Estou pouco me fodendo, para usar o português escuro mesmo. Quero que todos se fodam.
Eu conheço o Nasi? Só o tanto que cheguei perto dele durante as gravações. Antes disso, nem mesmo escutava sua música. Na verdade, com o perdão dos fanáticos, eu não gostava do Ira!. Sei dele o que acompanhei nas gravações de nosso longa. O que eu vi foi um homem entretido com o momento, concentrado em fazer o melhor Castro possível, personagem arredio, que cada um na equipe enxergava do seu jeito e que só acabaria por se definir mesmo com a chegada de Nasi.
O que presenciei naqueles dias foi a divertida construção de um indivíduo complicado, regada a vinho, grappa e whiskey, não necessariamente nesta ordem e nem lá com algum exagero que se notasse, além de poucos atrasos mais do que previsíveis e uma concentração um pouco nervosa e raivosa em alguns momentos, mas que, apesar de tudo, se mantinha sempre bem-humorada, sempre capciosa e irônica, uma concentração que saía e entrava de foco quando bem quisesse, que improvisava com maestria e que não se preocupava em inutilmente esconder o sofrimento e a decepção que obviamente sentia.
Finalmente, posso dizer sem ter medo de cair em exagero, que Nasi foi genial.
Desde o começo das produções mostrou-se entusiasmado, humilde e receptivo. Via-se, claro, que se tratava de uma pessoa indomável, mas, acima de tudo, uma boa pessoa. Era um cara louco, obviamente, mas um louco normal. Um louco normal.
Pode isso?
É claro que pode, gente.
E eu quero que eles se fodam.
Fraternalmente.
[CATO ALBERICO RIBEIRO]

> Nill Santos, o MacGyver de Carapicuíba, faz anos;
Novembro 10, 2007
Nill Santos rejuvenesceu. Nill possui a maior e mais jovem alma da Reticom, e ontem (ou hoje?) fez anos…! Alguns de nós foram, o que pressupôe que, evidentemente, outros de nós não foram (o que gera uma crise complicada de identidade…quem somo nós? – como já dizia Al Gore…somos “nós” aqueles que foram ou somos “nós” aqueles que não foram..? Putz, que sofisma barato e cliché…eu devia me envergonhar do que acabei de escrever e apagar tudo, mas como estou a serviço da miséria humana, deixo – em homenagem à nosso ilustre fotógrafo “live and let live”);
Voltando ao Nill. Nosso ator, roteirista, maquinista, eletricista e produtor de locução. Parabéns, meu jovem.
Tua festa foi longe, lá em Osasco. Longe pra cacete, mas foi divertido. Reclame com os donos da casa pois o bolo foi sem vergonha, mas a festa foi engraçada – só a Stella que se irritou com alguém…outrém qualquer. Mas estávamos lá. Muitos anos pra ti.
Taco Ilberico
Quem tiver tempo sobrando, leia. Quem não tiver, consulte as runas. Esse é o link: (aliás, Nasi fala de muitas coisas…o Sem Fio fica de sobremesa no fim da entrevista…. depois de discursar sobre a miséria humana)
> fábula urbana > a serviço de nada > nem de ninguém > a miséria serve-se sozinha > self-service miserável
Novembro 5, 2007

